Alario: o nome do jogo
Jogo começou com uma movimentação incrível das duas equipes. Na disputa, dois times esquentados e focaoas não apenas no caneco, mas também na possibilidade de chegarem à Libertadores de 2017. No palco, o pasto do Kempes; um espelho que refletia a falta de vergonha na cara dos cartolas argentinos. No ataque do River, Alario; do no Central, Ruben: era garantia absoluta de espetáculo. E foi.
Pelota não parava um minuto sequer, com as duas equipes colocando velocidade no jogo e apostando no ataque. Contudo, era comum que sempre atacassem por um único setor e todo mundo ficava embaralhado, com ataque e defesa cara a cara, todos próximos numa compactação desnecessária. O jogo pedia inversões. Mas quem se habilitava em fazê-las?
D’Alessandro tentava comandar o meio-campo do Millo, enquanto Lo Celso tentava ser o cara no do Central. Contudo, se a pelota até passava pelos pés do Cabezón, ela mal parava no setor ocupado pela jovem promessa do futebol argentino. Ataque de um lado e de outro até que aos oito minutos, Musto fez falta dentro da área. Alario correu para a redonda, arrematou e guardou: River 1×0.
Tensão entrou em campo, após a marcação do primeiro gol e uma não marcação de penal por parte de Loustau de falta de Ponzio em Teo Gutiérrez. Contudo, o Central foi para a pressão e aos 25’ a pelota sobrou livre para o arremate de Musto: 1×1. Deu nem tempo para o Millo absorver: quatro minutos depois, a pelota chegou rodopiando dentro da área chica, querendo escapar. Porém, ela encontrou Marco Ruben, que a tratou com a categoria de sempre; tratou dela com carinho e a guardou no arco de Batalla. Era a virada canalla: 2×1.
Central ganhou campo e soube tirar proveito do nervosismo do Millo. Foi para cima da jovem defesa rival e por muito pouco não ampliou o placar. Exemplo disso foi a bola que teve Lo Celso. Arrematou de fora da área e obrigou Batalla a fazer uma baita defesa, no rebote, quase Ruben leva vantagem sobre o guardametas millonario. Tudo indicava que o Central chegaria ao terceiro gol. Mas aos 39’ Loustau viu um polêmico pênalti de Gissi em Alario. O artilheiro novamente foi para a bola e fez o que mais sabe. Tudo igual no pasto do Kempes: 2×2.
Segundo tempo começou maneiro, com as duas equipes disfarçando seus nervosismos numa tentativa de estudar o rival e chegar ao ataque somente na boa. Mais ilusão. Ninguém estava calmo na cancha, embora o jogo tenha mesmo perdido um pouco de emoção. Aos 17’, Batalla aprontou das suas e deixou uma pelota dando sopa para Ruben. O artilheiro não perdeu tempo, tratou logo de guardar a redonda no arco e sair para o abraço: 3×2.
A partir daí o jogo retomou seu ritmo louco dos primeiros 45 minutos. Nervosismo voltou também a ser personagem. O River foi todo para o ataque e deu campo para a equipe de Chacho Coudet. As ações sinalizavam um próximo gol do Canalla a qualquer momento. Mas a intensidade e a sorte do River souberam levar vantagem sobre o excesso de nervos e o jogo louco e suicida que a equipe praticava. Aos 26’, Lucas Alario se infiltrou naquela região que ele tanto gosta de jogar, o interior da área. E dentro da área menor, esticou o pernão para empatar a peleja novamente: 3×3.
Correto era a equipe de Coudet parar a gorducha com mais calma e sair para o jogo na boa, ao menos até que a loucura do River se abrandasse. Mas se não fizera essa tarefa quando estava vencendo, quem disse que faria após o empate do rival? A demência mudou de lado e o conjunto rosarino foi para cima sem se dar conta de que disputava uma final contra um gigante. E uma bola foi voando para a área, já povoada por dois camisas 9: Alario e Alonso. E foi o uruguaio que, aos 29’, tratou de virar o jogo para a equipe de Bajo Belgrano: River 4×3.
Após o gol só deu tempo para a loucura. Ruben tratou logo de dar um safanão em Martínez Quarta e foi expulso de campo. Do lado de fora, chorava inconsolável, enquanto dentro dele, aparentemente sem sangue nas veias, Teo Gutiérrez andava, olhando para o céu e contando estrelinhas. Com o apito final de Loustau, o Central acumulou sua terceira derrota seguida em finais de Copa Argentina. Já o Millo não só levou o caneco, como colocou suas mãos na vaga à Libertadores de 2017. Merecido.
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