Desde Buenos Aires – O caso de Gonzalo Saucedo continua repercutindo e a cada dia parece complicar ainda mais o River Plate. O torcedor assassinado foi vítima de uma punhalada fora do estádio, em um local onde o clube alega ser de acesso exclusivo aos sócios da entidade. Tudo isso é parte de um esforço que o River tem feito para evitar ter o seu estádio interditado justo para a última rodada da B Nacional. A primeira informação do domingo, dia 10/06/2012, data do crime, dizia que Saucedo havia sido vítima de arma branca dentro do Monumental, o que foi desmentido pelo Millonario que culpou a revista feita pela polícia na porta da cancha por não identificar o objeto utilizado para matar o jovem torcedor.
José María Campagnoli, fiscal que investiga o caso, parece não ter mais dúvidas sobre quem foi o autor do crime e quais foram suas motivações. Campagnoli contradiz as afirmações do River de que o assassinato não se trata de uma briga interna da barra brava. “Na atual situação do River tudo o que ocorre sempre tem algo a ver com a barra”, assegura o homem que agora representa o pesadelo da diretoria Millonaria. Ainda segundo o fiscal, o homem que matou Saucedo foi um vizinho do município de Florencio Varella, cidade localizada na zona sul da grande Buenos Aires. Também acusa o pai da vítima, Miguel Angel Saucedo, como um dos homens encarregados de vender os ingressos que o clube dá à barra brava, o que poderia ter impulsionado o crime.
Miguel Angel manifestou-se e assegurou que o filho nunca foi um barra e joga toda a responsabilidade no clube: “Basta de mortes, meu filho foi assistir a uma partida de futebol e me entregaram ele morto. Mataram ele dentro do estádio. Destruiram a minha vida, nenhum dirigente do River me perguntou se precisava de alguma coisa”, disse Miguel.
Entre acusações e defesas de todos os lados, Campagnoli solicitou a interdição imediata do Monumental ao juíz Jorge López que ainda na tarde ontem, enviou uma comissão ao estádio para verificar se a medida se faz necessária. “A diretoria do River trata de livrar-se de qualquer responsabilidade. Não me parece sem sentido que as autoridades do clube queiram chutar a bola para bem longe”, afirmou o fiscal da causa. O Millonario emitiu outra nota onde assegurou que irá “analisar os passos a seguir diante das falsas imputações e deckarações referidas e à responsabilidade que a seus autores por sua irresponsável formulação, garantindo aos seus sócios e simpatizantes que defenderá plenamente e em todos os âmbitos o nome e prestígio da instituição”.
Fato é que o Monumental de Nuñez, com o assassinato do último domingo, já acumula um incrível número de 83 mortes. O caso mais chocante veio no fatídico dia da “Puerta 12” em um River – Boca com 71 vítimas em 1968. Apesar de todos estes números, o estádio esteve interditado apenas em duas oportunidades; em 2005 por duas rodadas depois de incidentes da torcida Millonaria no Morumbi pela Copa Libertadores daquele ano e; em 2011 ficou fechado por 5 rodadas em função dos distúrbios quando o clube foi rebaixado.
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É impressionante que até hoje ainda ocorra mortes dessa natureza e dentro do estadio. la barra brava é um tormento para o futebol argentino!