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Boca vence Barcelona na bola, na raça e na arbitragem

O Boca Juniors comemorou seus 108 anos de existência conquistando uma vitória importantíssima para que continue vivo o sonho de conquistar mais uma Libertadores. Mas não foi fácil conseguir vencer o Barcelona por 1 a 0. Até que o árbitro apitasse o fim da partida, houve muito sofrimento.

O primeiro tempo foi bastante favorável ao Boca. O único revés foi a lesão de Ledesma, substituído por Pol Fernandez logo aos 10 minutos. Mas a jovem promessa xeneize entrou muito bem na partida e foi um dos melhores em campo. A Bombonera via os comandados de Carlos Bianchi dominarem a partida, e quando, aos 19 minutos, os xeneizes abriram o placar, ninguém se surpreendeu. Blandi, a mais nova aposta do Virrey, usou todo o seu oportunismo e força para empurrar a bola para as redes.

O Barcelona passou a tentar atacar, mas o controle do jogo era todo dos xeneizes. A equipe da casa fazia sua melhor partida de 2013, e por pouco não ampliou o placar ainda no primeiro tempo. A melhor chance veio com Blandi, que acertou uma bela cabeçada, que explodiu no travessão inimigo, com o goleiro imóvel, apenas na torcida. Quando veio o apito final da primeira etapa, a Bombonera estava em êxtase.

Mas o segundo tempo teve outra cara. Os equatorianos tentavam reverter o placar, que os eliminaria do torneio. O Boca aceitava a pressão, e buscava se defender e tentar os contra-ataques. Logo no início Sosa se lesionou, dando lugar a Albín. Duas lesões musculares em 50 minutos de jogo, indicando que as coisas não seriam fáceis para os xeneizes.

O Barcelona tentava explorar as fragilidades da defesa xeneize, mas tinha dificuldade de criar oportunidades. E no fim o drama aumentou: Burdisso também teve uma lesão muscular, e passou a ficar em campo apenas para fazer número. Com um a menos, a equipe se aguentava como podia. Até que aos 42 minutos Damian Diaz recebeu livre para marcar e foi aterrado por Caruzzo. Penalti claríssimo, inacreditavelmente ignorado pelo brasileiro Ricardo Marques Ribeiro.

Quando a partida finalmente terminou, o “Mundo Boca” respirou aliviado e a Bombonera explodiu. O Boca havia sido protagonista da primeira vitória de uma equipe do grupo 1 atuando como mandante e assumido, ao menos até amanhã, a liderança do grupo. Se o Nacional vencer o Toluca amanhã, em Montevidéu, os xeneizes já estarão classificados para a segunda fase.

BOCA JUNIORS: Orión, Sosa (Albín), Caruzzo, Burdisso e Clemente; Somoza, Ledesma (Fernandez) e Erviti; Riquelme; Martinez (Viatri) e Blandi

BARCELONA: Banguera, Saucedo (Roosvelt Oyola), Perlaza, Erazo e Nazareno; Gruezo (Ayoví), Matias Oyola e Paredes (Matamoros); Díaz; Nahuelpan e Arroyo

Tiago de Melo Gomes

Tiago de Melo Gomes é bacharel, mestre e doutor em história pela Unicamp. Professor de História Contemporânea na UFRPE. Autor de diversos trabalhos na área de história da cultura, escreve no blog 171nalata e colunista do site Futebol Coletivo.

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