O fraco desempenho das equipes argentinas na fase de grupos da Libertadores escancarou o mau momento dos clubes do país. No entanto, o mesmo torneio comprova que produzir jogadores de qualidade não é um problema para o país. Em todos os confrontos da fase de mata-mata será possível ver atletas argentinos desempenhando papel de destaque, mesmo nos clubes de outros países.
No confronto entre Santos e América, se poderá ver o bom enganche Daniel Montenegro, ex-Huracán, Independiente e River Plate, com diversas passagens pelo futebol europeu. No banco, pronto para entrar nos momentos difíceis, estará o atacante Matias Vuoso, revelado pelo Independiente e naturalizado mexicano.
Semelhante é a situação do duelo entre Cruzeiro e Once Caldas. Se a equipe colombiana é outra equipe sem argentinos que ainda está viva no torneio, os cruzeirenses não dispensam o futebol do talentoso Walter Montillo, talvez o melhor jogador da equipe. No banco estará o atacante Ernesto “Tecla” Farias, que costuma entrar e deixar seus gols.
Também sem jogadores argentinos, os colombianos do Junior enfrentarão os mexicanos do Jaguares, que possuem dois atletas argentinos: o pouco conhecido zagueiro Miguel Angel Martinez (ex-Belgrano de Córdoba) e o experiente Damian Manso, ex-Newell’s e Independiente, com passagem por equipes européias, asiáticas e de países da América do Sul.
Já o Estudiantes terá a missão de enfrentar um batalhão de argentinos. Comandado pelo compatriota Leonardo Astrada, o Cerro Porteño possui nada menos do que seis deles no plantel. O mais conhecido é o jovem Iturbe, que possui dupla nacionalidade. Mas o mais destacado argentino do elenco atualmente é Roberto Nanni. O oportunista atacante formado pelo Vélez já marcou sete vezes no torneio, e é o artilheiro da competição.
O Vélez também terá compatriotas pelo caminho. A LDU, treinada pelo também argentino Edgardo Bauza, possui em seu elenco o volante Ezequiel Gonzalez (com passagem pelo Fluminense), e os atacantes Hernán Barcos (ex-Racing) e Carlos Luna (ex-Tigre, Racing, All Boys e outras equipes). Já o confronto entre Fluminense e Libertad terá como figura de relevo o talentoso Dario Conca.
O Internacional é a grande legião argentina do futebol brasileiro, contando com Bolatti, Guiñazu, D’Alessandro e Cavenaghi, e terá pela frente o Peñarol, do volante Nicolás Domingo, formado pelo River Plate, e o atacante Alejandro Martinuccio, ex-Nueva Chicago. E se a participação argentina no Grêmio se resuma ao reserva Damian Escudero, seu rival vive situação distinta. O treinador argentino Juan Antonio Pizzi tem à sua disposição seis compatriotas no elenco, dos quais o mais destacado é o bom atacante Lucas Pratto, ex-Boca Juniors. Outro nome muito conhecido dos argentinos é o meia Marcelo Cañete, que ainda pertence ao clube xeneize.
Como se vê, se os clubes argentinos não têm sabido aproveitar o imenso potencial dos jogadores nascidos no país, o mesmo não se dá com outras equipes do continente. Das 14 equipes não argentinas na segunda fase do torneio, 10 possuem argentinos, em um total de 3 treinadores e 29 jogadores. Resta esperar que vá chegar o dia em que o futebol argentino saberá aproveitar melhor os seus recursos. E ao invés de fortalecer clubes espalhados pelo planeta, melhore suas próprias equipes.
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argentino que quer fazer sucesso na libertadores tem que vir jogar no brasil e fim de papo.
realmente, argentino só faz sucesso na libertadores jogando no Brasil! Vejamos alguns exemplos: em 2009 Verón, já bem veterano, comandou com maestria o time do Estudiantes na conquista da taça; no título da LDU tivemos grandes destaques como Manso e Bieler; os times mexicanos e chilenos sempre tem argentinos se destacando em seus elencos, como foi o caso de Montillo na ultima libertadores pela Universidad do Chile.
Precisa de mais algum argumento pra derrubar tamanha bobagem?
kkkkkkkk
Você se garantiu Moises Cesar!
Parabéns pelo comentário.